quinta-feira, 9 de junho de 2011

Religiosidade Mundana e Espiritualidade Biblíca

RELIGIOSIDADE MUNDANA E ESPIRITUALIDADE BIBLÍCA


Segundo Karl Barth, a função da teologia evangélica é formular uma pergunta concernente à verdade, significando com isso que a tarefa do teólogo é inquirir se a igreja tem compreendido e comunicado corretamente o evangelho. O problema consiste em não reconhecer a influência da cultura sobre a nossa interpretação da Palavra inspirada.

Não é novidade que o mundo influencia a teologia, e muitas vezes não reconhecemos essa influência. A hermenêutica evangélica deveria ser o fundamento da sua teologia. A finalidade deste estudo, portanto, é pensar sobre a área em que o pensamento alheio afeta ou afetou a compreensão da teologia e a interpretação da Bíblia.

Usamos o termo “mundo” no sentido de Paulo, em Romanos 12.2. A palavra aion quer dizer tempo, espaço, cultura alienada de Deus. O deus desse aion é aquele que “cega o entendimento dos descrentes para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2Co 4.4). Efésios 2.2 declara que estávamos mortos em transgressões e pecados nos quais costumávamos viver, quando seguimos a presente ordem (aion) deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência. Nada interessaria mais ao demônio do que deturpar o sentido do texto de maneira que os que creem que a Bíblia é a Palavra de Deus a preguem de modo deficiente ou falso.

Tanto o significado do texto como a ênfase dada a certas passagens em detrimento de outras nos foram transmitidas pelas nossas tradições evangélicas. Estas, por sua vez, moldam nossas convicções com respeito ao que é certo e errado na teologia, bem como na prática. “Idealmente, a arte de interpretação, a hermenêutica, tenta reconstruir o contexto histórico-cultural dos materiais estudados, antes de proceder a sua aplicação” (Donaldo R. Curry, “A Collection of Essays on Community”, Missiology, 111:3 (Julho 1975) 369).

Somos pressionados pelos dois horizontes para não somente entender o significado original, mas para entender até onde nossa compreensão do texto não sofre influências do mundo contemporâneo.

Este estudo tem somente a pretensão de levantar algumas questões, e não de oferecer soluções definitivas ou dogmáticas. A hermenêutica continua em fluxo.

I. O aumento do individualismo e a busca pela realização

A. Individualismo 1 Co 6.19 — Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário de Espírito Santo que habita em vocês e que vocês não são de si mesmos.

1. O mundo crê que você tem capacidade e direito de adorar a Deus sozinho, de acordo com o que você pensa e decide. A igreja é uma ajuda para os que precisam, mas quem tem sua própria Bíblia e pode seguir os seus ensinamentos morais e espirituais não tem muita necessidade de ser inserido em um “corpo”. Quando foi a última vez que ouvimos uma mensagem em que se falasse que Jesus morreu pela igreja? — Ef. 5. 26. Que ele vai casar com a noiva (igreja), e não com você, um indivíduo?

2. Se o Espírito Santo habita em mim, posso confiar em minhas intuições para saber a vontade de Deus e não ser submisso à igreja. Veja os 28 mandamentos recíprocos. Mais perigoso ainda seria entender que uma intuição seja uma mensagem do Senhor. Assim, posso dizer, “Deus me falou”, sem respaldo bíblico.

3. Na prática, percebe-se que os crentes não têm a mesma consciência da necessidade de assistir aos cultos. Num bairro onde a porcentagem de crentes era de 20% (de acordo com a IBGE), uma pesquisa mostrou que apenas 7% da população estava reunida na igreja num determinado domingo. Calcula-se que pela TV e rádio é possível ter o contato com o evangelho e dispensar a necessidade de assistir aos cultos pessoalmente ou de se comprometer com uma igreja local. Não posso realmente ser cristão independente?

B. Em Rm 6.6, Paulo escreveu aos romanos: uma vez batizado em Cristo Jesus, isto é, em sua morte […] para que o corpo do pecado seja destruído, e não sejamos mais escravos do pecado; pois quem morreu, foi justificado do pecado. Deve haver claros sinais da morte do “corpo do pecado”. Santificação como um processo deve ocorrer em todos aqueles que, de fato, morreram com Cristo e com ele foram ressuscitados.

1. Se esquecemos que nossa morte em Adão leva inevitavelmente à morte em delitos e pecados (Ef 2.2), então o “corpo do pecado não deve ser individual, mas corporativo também”. Nós participamos na vitória corporativa em Cristo. Pode-se corretamente dizer que “os santos” significa a Igreja, mas certamente não se pode dizer, “eu sou um santo” ou chamar Paulo ou Pedro de “São Paulo, ou São Pedro”, sem cair no erro da Igreja Católica.

2. A busca pela santidade é uma constante na vida cristã autêntica. “Esforcem-se para... serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor”. Esse é o lado prático, individual, daqueles que, pela fé, foram incluídos no Corpo de Cristo.

George Barna (citado por R.C. Sproul em Gordon Olson) diz que uma pesquisa mostra que 77% dos evangélicos dizem que a humanidade é basicamente boa por natureza. 87% dizem que, na salvação, Deus ajuda os que ajudam a si mesmos. A interpretação bíblica tende a seguir a opinião do mundo que acha que a criança nasce inocente. Certamente iria para o céu, mesmo sem ser batizado ou sem ter aprendido as verdades do evangelho. O evangelista Piper (pai do famoso John Piper) falou que não era dificil ganhar alguém para Cristo. O que era dificil era convencê-lo de que estava perdido.

II. O Mundo aprecia títulos de honra

A Bíblia tem receio de identificar a importância do homem pelo seu rótulo. Até aqueles que desempenharam o papel de pastores não foram chamados de pastor tal e tal, e nem de presbítero fulano de tal, mas apenas “ïrmão”. Títulos honrosos promovem o marketing. Atribuir um título aumenta o prestígio que os “leigos” devem dar ao pastor ou líder eclesiástico.

A. Identificar o pregador ou líder da igreja como profeta — fala-se da “Escola de Profetas”. Quem tem uma chamada para servir a Cristo, pregando o evangelho, tem ministério profético.

1. A Igreja Primitiva entendeu que os líderes da igreja eram “presbiteros” ou “anciãos”. Timóteo era reconhecido como “o irmão”.

A. Em Rm 12.6,7 os dons de profetizar e ensinar são distintos. Se alguém tem direito de se autodenominar “profeta”, ele teria de pronunciar a vontade de Deus de forma específica e individual. Cf. 1 Co 14.24,25 “… por todos será convencido de que é pecador e por todos será julgado, e os segredos do seu coração serão expostos. Assim, ele se prostrará, rosto em terra, e adorará a Deus exclamando, “Deus realmente está entre vocês”.

2. O mesmo ocorre com o título “Apóstolo”. Um desejo de autopromoção ou a busca por mais autoridade pode levar um pastor a se autodenominar apóstolo, enquanto a Bíblia usa esse termo, na maioria dos casos, para falar de alguém autorizado por Cristo para falar em seu nome e com sua autoridade. Ele pode escrever Escrituras como os apóstolos do NT? A segunda geração de líderes da Igreja tinha apóstolos?

3. Não encontramos o título “pastor” para identificar sua posição de líder ou bispo (supervisor). O trabalho de pastorado encontra-se em João 21.15-17 e em At 20.28; 1 Pe 5.1-4.

III. Religiosidade é uma mistura do Mundo com “Espiritualidade”. 
1. Paulo iniciou sua mensagem aos atenienses observando que “em todos os aspectos vocês são muito religiosos" (At 17.22, NVI). Para ele, isso significava que cuidavam de manter os seus ídolos contentes, observando as cerimônias costumeiras, seguindo as fórmulas e atos tradicionais com respeito e acuracidade. Religião requer adoração padrão, receitas seguidas à risca. Não deve nos surpreender que Jesus condenou os fariseus que foram meticulosos em dar o dízimo de hortelã, do endro e do cominho, mas negligenciaram os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade (Mt 23.23).
A religiosidade é o inimigo do Deus da Bíblia. Trata a forma como se fosse mais importante que a substância, a roupa mais preciosa que a vida. Na religiosidade, consideram-se práticas externas equivalentes a atitudes do coração. Se Deus não olhasse para o coração, bem podia se agradar como os ídolos atenienses e com as cerimônias que os sacerdotes pagãos tão solenemente repetiam. 2. Religiosidade evangélica Os evangélicos brasileiros não devem imaginar que são imunes diante das incursões da religiosidade em sua espiritualidade. Temos a mania de criticar católicos pela sua religiosidade oca e vazia sem perceber que somos também sujeitos a tradições e práticas que não têm substância espiritual.

A. Orações compostas para aliviar a coceira nos ouvidos dos presentes e não alcançar o trono de Deus. Orações religiosas não são necessariamente rezadas ou lidas, mas certamente carecem da paixão de um coração que vive na presença divina. Orações que não anseiam por Deus (Sl 63.1) estão destituídas de qualquer expectativa por respostas.

B. Mensagens proferidas para preencher o espaço “normal” do culto, mas sem o objetivo claro e definido de edificar os ouvintes. “Tudo seja feito para a edificação da igreja”, ordenou o Apóstolo aos coríntios (1Co 14.26b).

C. Recados supostamente vindos de Deus, porém, claramente concebidos e gerados na imaginação do pregador. Há muito tempo se esqueceu da exortação de Paulo, “Pregue a palavra”, isto é, de Deus e não qualquer “palavra” que surge na cabeça do palestrante.

Glen Johnson – Faculdade Teológica Batista De Brasília, 1988.

Entrevista com 20 pessoas com o propósito de aprender quais seriam os maiores problemas da Igreja Brasileira.

1. A liderança afirma a Bíblia, mas não a explica e não a vive.
2. A liderança não casa a Bíblia com a vida do povo.
3. A liderança está mais preocupada com os negócios da igreja do que com a transformação espiritual do povo.
4. O cristianismo está se reduzindo mais a um credo do que a uma afirmação cognitiva do que seria uma vida obediente a Deus em gratidão por sua graça para conosco..

Saberia o povo qual é o alvo da pregação do seu pastor?

D. Músicas que têm maior capacidade para movimentar o corpo do que o coração. Se estamos cantando para Deus e não como os cantores de um “show” popular, devemos dar prioridade a palavras e músicas que comunicam adoração, amor a Jesus e compromisso com o Senhor. O objetivo da música no culto é adorar em Espírito e em verdade. Muita música cristã apresentada nos cultos fica distante desse ideal.

Jesus disse dos seus contemporâneos: “Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens” (Mc 7.6,7).


E. Dízimos e ofertas para manter o orçamento criado pelo líder ou pelos líderes da igreja. Em lugar de contribuições rotineiras, a Bíblia recomenda: “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem da com alegria” (2Co 9.7). Como é possível adorar a Deus por meio de sacrifícios financeiros se a motivação não é o amor. O prazer de dar é consequência do amor que motiva a contribuição.

F. Usa os termos “irmão” e “irmã” sem qualquer envolvimento com os membros da família de Deus. A religiosidade não se importa em adotar a linguagem da igreja, sem afeto ou sem compromisso familiar. A fragilidade dos relacionamentos nas igrejas torna-se patente nas divisões e politicagens que rompem os tênues laços de amor. “Não vamos para a igreja enquanto fulano e beltrano estão aí”.

Haveria uma solução? Espiritualidade segundo a Palavra. A tendência natural de práticas e cerimônias evangélicas é de se transformarem apenas em atos religiosos. Há algo que se possa fazer para evitar esse mal?

Algumas sugestões poderão ajudar:

1. Comece o culto com oração intensa, que convide todos a perceberem que Deus está no lugar em que estão reunidos, que ele é uma pessoa, e não um ídolo ou uma criação humana. Conheci uma igreja em que o pastor se prostrou no chão, na frente de todos, e orou por 15 minutos antes de iniciar o culto clamando a Deus por misericórdia e sua presença santa naquele auditório.

Comp. Efésios 3.14-21

2. Escolha a dedo o líder da adoração e os jovens que cantarão na frente, não pela sua capacidade musical, mas pelo seu amor e compromisso com Deus. Na falta de jovens assim, que isso seja motivo de oração constante para que Deus levante verdadeiros adoradores.

3. Adote a prática de Spurgeon que convidava centenas de intercessores a implorar a Deus pela mensagem no porão do templo enquanto ele pregava. Igrejas menores poderão ter três, quatro ou mais pessoas a sustentar a pregação da Palavra com suas petições.

Comp. 1 Tess. 5.17

4. Sempre que houver uma reunião mais informal de bate-papo, deve-se propor um questione em que se avalie se a igreja tem escorregado para o abismo da religiosidade ou tem se afastado da espiritualidade verdadeira. Tomar consciência de que há perigo. Um dos meios mais eficazes de se evitar a catástrofe seria o autoexame.
Comp. 2 Cor. 13.5

A possibilidade de alcançar uma espiritualidade genuína pela pregação ocorrerá se os alvos forem bem definidos:

IV. Exposição bíblica é a maneira mais eficaz de pregar para produzir espiritualidade
1. Exposição da Bíblia como a verdadeira e viva Palavra de Deus, mais cortante do que uma espada de dois gumes. Exposição requer exegese do texto, requer conhecimento do pano de fundo do texto, exige saber o propósito original do texto dentro do seu contexto literário, tudo isso seguido pela aplicação convincente.

2. Pregar sem aplicar, deixa o ouvinte sem alimento, é apenas informação.

A possibilidade de alcançar uma espiritualidade genuína pela pregação ocorrerá se os alvos forem bem definidos:

J. Piper: o alvo da pregação é a glória de Deus. O fundamento da pregação é a cruz de Cristo e o poder da pregação é o Espírito Santo.
Chs. Simeon de Cambridge, há 200 anos: toda mensagem deve humilhar o pecador e exaltar Cristo.

James Stewart, Os objetivos da pregação:
1. Avivar a consciência pela santidade de Deus.
2. Alimentar a mente com a verdade de Deus.
3. Purificar a imaginação com a beleza de Deus.
4. Abrir o coração para o amor de Deus.
5. Dedicar a vontade ao propósito de Deus.



V. Pregue João 13.1-17

Jesus inicia suas instruções finais (v. 1) — “Sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que deixaria este mundo e iria para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.”
Devemos estar alertas de que esse texto trata de amor — cf. v. 34 — “Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros .Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos utros. Com isso todos saberão que vocês são os meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros”.

O Jantar – v. 2 – a última Ceia antes sua morte na cruz
1. v. 3 — Jesus sabia que o Pai havia colocado todas as coisas debaixo do seu poder e que viera de Deus e estava voltando para Deus.

a. Assim, levantou-se da mesa, tirou a capa, tomou uma toalha, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em sua cintura.
b. Pedro protesta — Vais lavar os meus pés?
c. Jesus explica — espera — não entendes agora, mas depois.
d. Pedro — nunca lavarás os meus pés!
e. Jesus — se eu não os lavar, você não terá parte comigo
f. Pedro “Então, Senhor, não apenas os meus pés, mas também as minhas mãos e a minha cabeça!”
g. Jesus “Quem já se banhou precisa apenas lavar os pés, todo o seu corpo está limpo. Mas nem todos”. — Sabia quem ia traí-lo — Judas

Todos menos Judas estão limpos — cf. 15.2.

2. Aplicação — Pois se eu, seu Mestre e Senhor, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros.

A. Como se lava os pés dos meus irmãos na igreja?
B. Reconhecendo que nós somos pecadores com pés sujos — sujeira que aparece pelo fato de que ainda andamos no mundo que se manifesta no nosso andar diário.
C. Na ocasião da Ceia — examine-se, julgue a si mesmo, confesse e peça perdão ao Senhor e da Igreja.

1) Nenhum escravo é maior do que seu Senhor — se Jesus perdoa Pedro que negou 3 vezes, como nós negaríamos oferecer perdão aos Pedros que mostram sinais de verdadeira contrição — Sl 51?

2) Nenhum apóstolo é maior do que aquele que o enviou Se um apóstolo tem o direito de perdoar pecados — Jo 20.23, por que o colégio apostólico excluiria Pedro, se o próprio Senhor o perdoou?

D. Pai Nosso
1. Pão nosso (cotidiano – epiousion “para hoje, para amanhã necessário para existência) de amanhã, dá nos hoje.
2. Perdoa nossos pecados como nós perdoamos nossos devedores.

Conclusão
1. Gl 6.1-1. Se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais, deverão restaurá-lo com mansidão. Lave seus pés.

2. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado.

3. Humildade — o maior empecilho que barra a oferta de perdão é o orgulho. Lavar os pés do meu irmão, ou da minha esposa, ou do meu marido, é humilhante. Vingar-se mostra que você é homem, que tem fibra, mas aí o escravo se torna maior do que seu senhor. Mt. 18.18 “Digo-lhes a verdade, tudo o que vocês ligarem na terra terá sido ligado no céu, e tudo o que vocês desligarem na terra terá sido desligado no céu.”

4. Espiritualidade tem tudo a ver com Deus, com seu amor e demonstração na vida e nas palavras de Jesus. Disse A.W. Tozer, “porque neste mundo somos como ele” (1 Jo 4.17), seus amigos, nossos amigos; seus inimigos, nossos inimigos; seus perdoados, nossos perdoados, etc.

Russell Shedd
É PhD em Novo Testamento pela Universidade de Edimburgo (Escócia). Fundou a Edições Vida Nova há mais de 40 anos e atualmente é consultor da Shedd Publicações. É missionário da Missão Batista Conservadora no Sul do Brasil e trabalha em terras brasileiras há vários décadas. Lecionou na Faculdade Teológica Batista de São Paulo e viaja pelo Brasil e exterior participando de conferências em congressos, igrejas, seminários e faculdades de Teologia. É autor de vários livros, entre os quais estão A Justiça Social e a Interpretação da Bíblia , Disciplina na Igreja , A Escatologia do Novo Testamento , A Solidariedade da Raça , Justificação , A Oração e o Preparo de líderes cristãos , Fundamentos Bíblicos da Evangelização , Teologia do Desperdício , Criação e Graça: reflexão sobre as revelações de Deus , todos publicados pelas Edições Vida Nova ou pela Shedd Publicações. Além disso, é autor dos comentários da Bíblia Shedd (Vida Nova).
Fonte: Vida Nova

Oferta ou Oferenda ?


OFERTA OU OFERENDA ?

Cuidado para não trazer ao altar a oferenda ao invés da tua oferta!
Oferta é voluntária, tem cheiro suave de amor sem nada querer em troca, é querer servir com tudo o que se é, tem e existe em você como entrega total e generosa a Deus. Na oferta não está em jogo o interesse de querer de volta o que foi entregue como se o altar fosse uma espécie de banco de investimentos. Está dado! É para servir a Deus e ao próximo, não há a intenção de ser reconhecido por ninguém, nem mesmo por Deus se fosse possível. 


Não está em jogo ser abençoado ou não em troca do que se deu ou “sacrificou”, o que está em jogo, se é que pode ser chamado assim, de jogo, sem perverter mais ainda o real sentido da palavra oferta, é que a oferta é a representação prática de uma forma de serviço ao Reino de Deus, a oferta é missionária e nunca mercenária, e não há jogo nenhum nisto!
Quem deseja ofertar da forma correta deve fazê-lo, ainda que Deus ame a quem dá com alegria, sem esperar nada em troca, gratuitamente, como a Graça que nos alcançou. Ela deve ser feita de acordo com a generosidade do seu coração e de suas possibilidades, apenas com a consciência de que ela seja o seu mais sincero louvor ao Senhor, o seu “muito obrigado por tão maravilhosa obra em minha vida” e nunca para louvor próprio.
A oferta não depende de moeda, nem de troca, ela é antes de tudo, serviço. Quem não tem dinheiro para ofertar no altar, pode e deve ofertar seus dons, seus talentos, sua própria vida, pois antes, sem esta entrega da totalidade da própria existência, dinheiro nenhum do mundo poderá ser transformado em oferta com cheiro suave e agradável ao Senhor.
A oferta é comunitária e jamais solitária, qualquer falta de amor, comunhão ou perdão torna imediatamente inválido e apodrece o que é oferecido no altar. Ela é o sinal de um coração livre, sem amarras espirituais ou emocionais, é o fruto de um ser humano que não é avarento e tem mais vontade de abençoar do que ser abençoado e sente muita alegria em ser assim.
 Já a oferenda não tem nada haver com a entrega de amor, antes, ela é imposta pelo medo, é a tentativa do suborno para receber algo em troca de alguma divindade que possa dar seu jeitinho nos campos espirituais a fim de facilitar ou agilizar a realização do desejo que está demorando ou poderia não chegar sem o sacrifício.
Oferenda é pagã, é ensinamento de poderes espirituais do mau, é o desejo e a intenção de comprar somente através do sacrifício próprio aquilo que se deseja receber, ainda que seja por puro capricho ou vaidade.
Eles dizem que sem o sacrifício não se move o poder espiritual, parece até que a tal entidade que recebe as oferendas é um funcionário público do mundo espiritual, que se beneficia do “lento sistema” que traz à existência as coisas que não existem, para, somente através da oferenda e do sacrifício perfurar a resistência e facilitar o alcance do bem desejado ou fornecer proteção especial e privilégios.
 Não se engane e não se deixe ser enganado! Quem faz intermediações, toma ou pede tua oferta e promete uma liberação especial no mundo espiritual em troca disto, está querendo fazer dela uma oferenda.
 Neste caso ela já não será mais oferta a Deus, ainda que um “homem de deus” (com “d” minúsculo mesmo) ou até mesmo um “anjo de luz” lhe diga que esta é a “visão”, a visão de Deus é outra!
A Palavra é a espada que desfaz todo engano, somente por ela pode ser afirmada ou relembrada qualquer promessa de Deus em relação a você e eu. Ela, a Palavra, diz que Jesus já pagou tudo, e tudo não é parte, é tudo mesmo! A obra redentora do Senhor Jesus é completa.
O documento que era contra você e eu foi riscado pelo Senhor e Ele expôs publicamente os principados e potestades ao desprezo através da Cruz. Jesus é o sacrifício e o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. O que tinha que ser liberado, perdoado, ordenado, restaurado, comprado, pago, curado, abençoado, desfeito, amarrado, repreendido, transferido, destruído e até mesmo destronado no mundo espiritual já está consumado na eternidade pelo sangue e pelo nome de Jesus. De graça! Sem dinheiro e sem preço. Sem sacrifício de nossa parte, somente pela fé no Filho de Deus. Isto quem diz é a Palavra de Deus e quem crê, ensina ou diz o contrário terá que perguntar a Ele e não a mim: “por que é assim?”.
Oferta é quando entregamos a Deus, em amor, o controle de nossa existência e do que temos. Oferenda é quando o homem sai do controle existencial de sua vida sem qualquer amor, por puro egoísmo.
Oferta é prazer em se dar. Oferenda é sacrifício e trabalho para receber algo em troca. Oferta é do bem e para o bem. Oferenda é acordo de injustiça e só reforça as prisões espirituais da maldade.
Quem oferta com alegria semeia em boa terra e certamente colherá os frutos da justiça de Deus. Quem oferenda por constrangimento ou medo de perder a “bênção” só conseguirá colher fardos cada vez mais pesados e jugos nada suaves.
Quem oferta, obedece com e por amor. Quem oferenda, desobedece a ordem de amar.

Essa tremenda meditação é de autoria do Pr. Pablo Massolar, que mora em Nova Friburgo-RJ. Eu não podia deixar de compartilhá-la com todos vocês. Creio que ele foi muito sábio em todas as suas colocações. Só nos resta meditarmos em todas essas palavras, principalmente por causa das coisas que temos observado nos últimos tempos.



quarta-feira, 8 de junho de 2011

Vida na Carne e Vida no Espírito


A Vida na Carne Vs. A Vida no Espírito


Texto – Romanos 8:5-8

INTRODUÇÃO
1.    Uma vez que estamos em Cristo a lei foi totalmente cumprida em nossas vidas. As exigências dela foram pagas. Paulo deixou claro que o viver daqueles que estão quites com a lei de Deus é um modo de vida guiado pelo Espírito (v. 4). 

2.    Nos versículos de 5 a 8 Paulo faz um paralelo entre a vida que é guiada pelo Espírito e aquela que é guiada pela carne. Então, como se distingui uma vida que é guiada pela carne daquela que guiada pelo Espírito? Gostaria de expor os argumentos de Paulo que fazem distinção entre o viver na carne e o viver no Espírito.

I. A Carne e o Espírito operam de modo  diferente (v. 5). 

1. Paulo inicia a sua argumentação frisando que “... os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne” (v. 5). Ele fala da maquinação mental que há naquele que vivem segundo a carne. O verbo traduzido por “cogitam”  (gr. “phronousin”) nos trás a idéia de “fixar a mente em”.  Ou seja, o homem que vive na carne, fixar os seus pensamentos naquilo que é transitório, terrestre e meramente humano. O seu modo de pensar não se eleva até o ponto de compreender os planos de Deus. O alvo de sua vida é fixado pelos seus raciocínios. 

a.    Observando as palavras de Jesus a Nicodemos percebemos que ele fez distinção entre o homem carnal e o homem que é guiado pelo Espírito (cf. João 3:6). Nicodemos utilizava de raciocínios humanos para entender as coisas de Deus. Ele ilustra a mente de quem não consegue penetrar nas coisas de Deus. Todo aquele que é carnal tem sua mente fixa conceitos mundanos de salvação.

2. Diferentemente do modo carnal de viver, “... os que se inclinam para Espírito, [fixam a mente nas] coisas do Espírito” (v. 5b).  O Espírito de Deus é o próprio Deus em nós. Pela sua operação as nossas mentes se inclinam para a compreensão e obediência à vontade dele. Provavelmente Paulo argumenta acerca da mente daqueles que pela confiança em Cristo Jesus podem experimentar a paz e a vida (v. 6b). A mente guiada pelo espírito na se deixa persuadir pelo “evangelho” da obras – que promete uma salvação por esforço próprio. O Espírito operando na mente do cristão lhe garante a vida em Deus através de Cristo. 

3. Não há mente neutra. Ou vivemos guiados pela carne, ou assumimos a direção da nossa vida com o Espírito. A vida carnal é orgulhosa e se deleita em si. O seu viver é um viver voltado para o espelho, onde ela ver a si mesmo como suficiente. Enquanto o viver no Espírito vive destituído de si. Como disse Paulo: “... já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gálatas, 2:20). O Espírito nos faz enxergar que não somos nada sem Cristo. 

II. O fim da carne é a morte, mas o fim do Espírito é vida e paz (v.6,7).

1. Paulo expõe o fim daqueles que vivem segundo a sua mente carnal: a “morte” (v.6 gr. “tanatos”). A morte é o fim daqueles que tentam a salvação pela prática da lei. A conseqüência sobre a vida daqueles que se acham seguros em sua obediência à lei é a morte espiritual (cf. Romanos, 7:9-10;). O homem que deseja viver no Espírito precisa se desfazer da sua auto-confiança. Nesse mundo nada pode nos garantir a salvação, exceto a obra salvífica de Cristo. Caridade e assistencialismo são deveres dos cristãos, porém não podem nos dar a confiança de que seremos salvos. Até mesmos os serviços que realizamos na obra de Deus não podem nos dar tal confiança. A mente carnal vive em inimizade com Deus, pois não pode obedecer a lei de Deus (v.7). Ela está incapacitada pelo pecado. 

2. A salvação da morte é a vida no Espírito. A finalidade do Espírito em nós é nos garantir a vida e a paz com Deus. Foi isso que Paulo disse: “... mas o [pendor] do Espírito, para a vida e paz” (v. 6b). Quem vive guiado pelo Espírito vive em Deus e para Deus. A vontade deste sofre uma alteração em relação aos desejos que nutria naturalmente pelo pecado. Pela inclinação do Espírito em nós, mudamos do prazer no pecado para o prazer em Deus. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Coríntios, 5:17). Na há mais conformidade com a mente carnal, pois a mente passou a ser transformada pelo Espírito: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente...” (Romanos, 12.2). 

III. O viver carnal é abominável a Deus (v. 8). 

1. Até aqui já vimos que o viver na carne e o viver no Espírito são totalmente diferentes. No versículo 8, Paulo tem em mente aqueles que lutam para agradar a Deus através do esforço carnal em cumprir a lei. A conclusão de Paulo é: “... os que estão na carne não podem agradar a Deus” (v.8). A carne impossibilita, torna sem força e desqualifica toda e qualquer investida nossa em tentar agradar a Deus com nossos esforços. Caso Cristo não interceda por nós, tudo o que fizermos por melhor que possa parecer aos nossos olhos será imundo e indigno diante de Deus. O Senhor não se agrada das esmolas de um pecador sem Cristo. Para Deus o ato bom não é o bastante, é preciso que a natureza do agente também seja boa.

2. Não adianta querermos agradar a Deus sem Cristo. Uma vida sem Cristo que freqüente assiduamente a igreja, não é agradável a Deus; uma vida sem Cristo que cuida dos pobre carentes não é agradável a Deus; uma  vida sem Cristo que deixou a bebedeira não é agradável a Deus; uma vida sem Cristo que deixou de falar mentiras não é agradável a Deus. Deus se satisfaz apenas da vida que está em Cristo. Ele é o nosso tudo. Não adianta querermos criar atalhos, só em Cristo podemos agradar a Deus. Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João, 14:6). A confiança nele é fundamental: “... porque sem mim nada podeis fazer” (João 15:5).  

CONCLUSÃO

A vida agradável a Deus é a vida no Espírito. Não podemos ser agradáveis a Deus se a carne domina as nossas mentes. Precisamos nos encher do Espírito e glorificar a Deus através de Cristo. Portanto, repudie o viver na carne e ame o viver no espírito, pois é assim que vive aqueles que foram salvos da condenação da lei. Amém!

A GLÓRIA SOMENTE A DEUS!

domingo, 5 de junho de 2011

Demônios e Possessões



Demônios e Possessões

DEMÔNIO E POSSESSÃO DEMONÍACA 

Demônio é um anjo que se rebelou contra Deus ao seguir as ordens de Satanás. Os demônios executam as ordens de Satanás e tentar induzir as pessoas a desobedecerem o desejo de Deus. Quando eles entram realmente na vida dos seres humanos, isso é chamado de possessão demoníaca. Há muitos exemplos na Bíblia e uma grande parte do trabalho de Jesus na terra envolveu a cura de pessoas controladas pelos demônios.

QUEM SÃO OS DEMÔNIOS 

A palavra demônio é de origem grega e significa "falsa deidade" (I Coríntios 10:20). Qualquer deidade que não seja o Deus verdadeiro é um espírito que se opõe a Ele, logo é um espírito do mal ou um demônio. Há só um diabo, que é conhecido por uma variedade de nomes e títulos na Bíblia. O diabo governa sobre todos os outros demônios, que lhe são sujeitos. Muitas vezes na Bíblia a palavra "espírito" é usada por demônio, com um descritivo. Por ex. a Bíblia menciona "espírito do mal" (Atos 19:12-13), "espírito imundo" (Mateus 10:1, Marcos 1:23, 26; Atos 5:16), "espírito de enfermidade" (Lucas 13:11) e "espírito mudo e surdo" (Marcos 9:25). Alguns demônios possuem o espírito de assassinato, suicídio, medo ou mentira, o que os associa com vários pecados ou atitudes contrários à vontade de Deus. Demônios são seres criados. São imortais e não podem voltar a ter seu relacionamento anterior com Deus. Têm grandes poderes quando comparados a humanos, mas seus poderes não se comparam com o poder de Deus. Deus nos deu autoridade sobre eles e os cristãos que crêem no poder de Jesus não podem ser conquistados pelo poder dos demônios.

O QUE FAZEM OS DEMÔNIOS 

Os anjos foram criados para adorar e louvar a Deus, servi-lO e agir como seus mensageiros. A Bíblia afirma que eles são "espíritos enviados por Deus para cuidar daqueles que receberão salvação"(Hebreus 1:14). Os demônios têm função similar, mas servem a um mestre diferente. São governados por Satanás, a quem servem sem temor. Atuam nas vidas dos seres humanos, mas seu propósito é cumprir os esquemas de Satanás e fazer oposição a Deus. Tentam, enganam e iludem as pessoas com a intenção de trazê-las para a condenação eterna. Constantemente atacam, oprimem e acusam o povo de Deus. Uma vez que Satanás não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo, usa os demônios para executarem diferentes tarefas. Por ex., na parábola do semeador (Mateus 13:3-9, Marcos 4:1-20, Lucas 8:4-15) os demônios arrancam fora a palavra antes que ela possa enraizar (Marcos 4:15). Muitas vezes, Satanás promove o afastamento de algumas pessoas de Deus antes que façam um genuíno compromisso (Marcos 4:17). Basicamente, os demônios trabalham de acordo com o padrão estabelecido por Satanás na sua tentação de Eva no Jardim do Éden. Primeiro, negam a verdade da Palavra de Deus e contestam as afirmações que faz. Em seguida, negam a realidade da morte. Finalmente, apelam para a vaidade e orgulho humanos dizendo que homens e mulheres podem ser iguais a Deus ou mesmo serem deuses (Gênesis 3:1-5). Esses são os métodos e ensinos básicos que estão por trás da maioria dos cultos e das falsas religiões.

O DESTINO FINAL DOS DEMÔNIOS 

A Bíblia nos conta que Deus tomou os anjos que pecaram contra Ele e os "precipitou no inferno e os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo" (II Pedro 2:4). Jesus falou sobre o fogo eterno preparado para o diabo e seus demônios. Também descreveu como as pessoas que não crerem nEle terão da mesma forma esse horrível destino na eternidade (Mateus 25:41). Eventualmente Satanás e seus demônios serão lançados no lago de fogo (Apocalipse 20:10), que é o lugar de tormenta eterna para todas as pessoas cujos nomes não estão escritos no Livro da Vida (Apocalipse 20: 12-15).

POSSESSÃO DEMONíACA

A possessão demoníaca ocorre quando um demônio ocupa o espírito de um ser humano. A Bíblia nos fala que demônios podem entrar no corpo de uma pessoa (Lucas 8:30, 22:3) a fim de controlar seus pensamentos e ações. Todos os cristãos pertencem a Jesus Cristo e seus espíritos humanos são selados pelo Espírito Santo (Efésios 1:13). Os demônios conhecem e reconhecem este selo. Eles podem também entrar no corpo de animais (Marcos 5:13); são associados com livros de mágica (Atos 19:19) e ídolos (I Coríntios 10:19-21). Com freqüência causam doença ou deficiência física. Envolvimento com cartas de tarô, horóscopos ou qualquer outra forma de adivinhações podem dar aos demônios a oportunidade de entrar na vida de um cristão. Tais práticas podem ser inofensivas para a maioria das pessoas, mas Satanás usa as menores chances para obter vantagens sobre as pessoas.

MANIFESTAÇÃO


Com freqüência os demônios preferem se esconder para que possam exercer controle sem oposição. Possuem poderes sobrenaturais (Apocalipse 16:14) e exibem esses poderes através de suas vítimas (Marcos 5:4-5; 9:18-20). Muitas vezes Jesus repreendeu os demônios para livrar pessoas que sofriam por suas possessões.

EXORCISMO 

Expulsão de demônios ou exorcismo era uma parte normal do ministério de Jesus, que ordenou a seus seguidores que fizessem o mesmo. Essa ordem nunca cessou e se faz ainda mais importante hoje uma vez que as forças do mal grassam com tanta intensidade no mundo.
Os seguintes princípios vêm da prática de Jesus, das Escrituras e da observação e envolvimento pessoais:
1. Jesus se dirigia aos demônios e ordenava-lhes que saíssem (Marcos 1:25; 9:25). Expulsava-os "com uma palavra" (Mateus 8:16). Jesus deu autoridade a seus seguidores para usar Seu nome na expulsão de demônios e usar isto como sinal do discípulo cristão (Marcos 16:17). O nome de Jesus não é uma fórmula mágica e seu uso depende do relacionamento entre o Senhor e a pessoa que usa Seu nome (Atos 19:11-18).
2. Jesus expulsa demônios pelo Espírito de Deus (Mateus 12:28). Deus ungiu Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder para curar todos os oprimidos por Satanás (Lucas 4:18-19; Atos 10:38).
3. Jesus ensinou claramente sobre "amarrar o valente" (Mateus 12:29; Marcos 3:27) e sobre ligar e desligar no céu (Mateus 18:18).
4. A oração é arma importante para lidar com demônios. Quando os discípulos perguntaram por que não podiam expulsar um certo tipo de demônio, Jesus respondeu que muitos tipos só poderiam ser dominados com muita oração (Marcos 9:28).
5. Apocalipse 12:11 descreve o poder que "o sangue do Cordeiro" tem sobre Satanás. Os demônios não gostam de ouvir sobre o sangue de Jesus e ficam agitados quando isso é mencionado.
6. Deus equipou o discípulo cristão com arma de defesa em batalha espiritual contra os demônios (Efésios 6:10-17).
7. O Senhor respondeu a Satanás com passagens da Bíblia. A Palavra de Deus nos foi dada como ferramenta de defesa e para atacar Satanás (Efésios 6:17; Hebreus 4:12).
8. Devemos ir contra os demônios do inferno com ajuda dos céus, não com nossos limitados recursos terrenos (Efésios 2:6).
9. Devemos reconhecer que a última vitória já foi ganha por Jesus, que veio para destruir as obras do diabo (I João 3:8) e para destruir o poder de Satanás sobre a morte (Hebreus 2: 14-16). Quando Jesus gritou na cruz "Está consumado", quis dizer que sua obra redentora estava feita. Quando ressuscitou dos mortos, demonstrou poder sobre a morte. Somos vencedores somente se tomamos parte na vitória de Jesus sobre Satanás e seus demônios.
Fonte: iLúmina