sexta-feira, 8 de julho de 2011


REBELIÃO - PECADO DE FEITIÇARIA......



"E Davi contou o povo que tinha consigo e pôs sobre elTenho tido o "desprazer" de observar entre muitas pessoas que nos cercam, um problema bastante grave aos olhos de Deus, que é a insubmissão. Desde o momento em que Deus colocou seres viventes na terra, já começou a determinar hierarquias para serem observadas. Logo de início, Deus determinou que os animais estariam sendo dominados pelo homem.

O rei Davi organizou o seu exército e o povo, de maneira que formassem grupos subordinados a líderes, tal qual vemos hoje em todas as hierarquias, sejam sociais, políticas ou militares.es capitães de cem. E Davi enviou o povo, um terço debaixo da mão de Joabe, e outro terço debaixo da mão de Abisai, filho de Zeruia e irmão de Joabe, e outro terço debaixo da mão de Itai, o geteu; e disse o rei ao povo: Eu também juntamente sairei convosco."(2Sam. 18:1-2)

Há quem faça distinção no conceito de sujeição e submissão, considerando a sujeição como um ato de obediência imposta (por dependência), como um empregado obrigado a obedecer ao patrão, e submissão como um ato de obediência voluntária e por amor, como alguém que se submete à vontade de um amigo para agradá-lo (o dicionário mostra essa diferença de forma sutil). 


Qualquer que seja o conceito, ambos requerem obediência e são requisitos indispensáveis para fazer a vontade de Deus. Na verdade, dentro destes conceitos, todo ato de sujeição deve ser praticado com amor Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus. (Ef.5:21)

Submissão e autoridade são fatores que sempre andam juntos. Não pode haver um sem existir o outro. Em A falta de submissão se caracteriza de duas formas: Desobediência e Rebelião.


DESOBEDIÊNCIA - quando a ordem de uma autoridade superior não é obedecida (há o reconhecimento da autoridade, porém suas ordens não são cumpridas). A desobediência como pecado traz suas conseqüências: Exemplos:

Adão trouxe maldição e morte à humanidade por causa da desobediência.
Acã não obedeceu aos seus superiores tomando para si objetos dos seus adversários. Como conseqüência foi apedrejado.

Moisés, que liderou uma multidão durante quarenta anos no deserto para levá-la à nova terra, não entrou na terra prometida porque uma vez não obedeceu a Deus. Note-se neste caso, a grande responsabilidade que temos diante de Deus. Muitos não levam a sério a obediência a Palavra de Deus, e tratam com Deus como se Ele fosse um homem. As conseqüências sempre são gravíssimas.



REBELIÃO - Quando a autoridade superior não é reconhecida. (as ordens não são cumpridas por não haver o reconhecimento da autoridade superior). Um sinônimo para rebelião é MOTIM. O rebelde de certa forma enfrenta a autoridade superior colocando-se num nível igual ou mais alto. A rebelião leva à perdição eterna.

Foi o primeiro pecado cometido no universo quando um anjo se rebelou contra Deus. O anjo de maior destaque nos céus quis se igualar a Deus desviando para si toda honra e gloria que só a Deus é devida. Este anjo tornou-se o que hoje é chamado de Satanás.
Deus compara a rebelião como um ato de feitiçaria, e como tal terá como destino o lago de fogo.


SUBMISSÃO - Jesus como exemplo, submeteu-se aos seus pais terrenos e também esteve totalmente submisso à vontade de Deus, o Pai celestial. Em todas as ocasiões, Jesus sempre se comportou com obediência, Ele que tinha poder e autoridade vindas de Deus.


A Palavra de Deus nos adverte que devemos ser submissos a Deus, aos pais, aos patrões, aos governantes; aos pastores; e a todos os superiores.

Vimos que qualquer que seja a condição de desobediência, se constitui num pecado e como tal, impede a entrada no reino de Deus.

 É necessário lembrar que a obediência a Deus sempre deve ser colocada em primeiro plano, ou seja, a obediência ao homem não pode contrariar a vontade de Deus. Ocorrendo essa situação (choque entre autoridades), sempre haverá uma solução da parte de Deus, basta entregar o problema nas mãos dEle. Aquele que exerce autoridade deve fazê-lo debaixo da sabedoria de Deus e submetendo-se a Ele.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Experimentando o Verdadeiro Avivamento no Brasil





O termo “avivamento” tem sido usado para designar momentos específicos na história da Igreja em que Deus visitou seu povo de maneira especial, pelo Espírito, trazendo quebrantamento espiritual, arrependimento dos pecados, mudança de vidas, renovação da fé e dos compromissos com ele, de tal forma que as igrejas, assim renovadas, produzem um impacto distinto e perceptível no mundo ao seu redor.


Entre os exemplos mais conhecidos está o grande avivamento acontecido na Inglaterra e Estados Unidos durante o século XVIII, associado aos nomes de George Whitefield, João Wesley e Jonathan Edwards. Há registros também de poderosos avivamentos ocorridos na Coréia, China, África do Sul. Há vários livros que trazem o histórico dos avivamentos espirituais mais conhecidos.


“Avivamento” é uma palavra muito gasta hoje. Ela está no meio evangélico há alguns séculos. As diferentes tradições empregam-na de várias formas distintas. O termo remonta ao período dos puritanos (séc. XVII), embora o fenômeno em si seja bem mais antigo, dependendo do significado com que empregarmos o termo. O período da Reforma protestante, por exemplo, pode ser considerado como um dos maiores avivamentos espirituais já ocorridos.


Há diversas obras clássicas que tratam do assunto. Elas usam a palavra “avivamento” no mesmo sentido que “reavivamento”, isto é, a revivificação da religião experimental na vida de cristãos individuais ou mesmo coletivamente, em igrejas, cidades e até países inteiros. Vários puritanos escreveram extensas obras sobre o assunto, como Robert Fleming [1630-1694], The Fulfilling of the Scripture, Jonathan Edwards [1703-1758] em várias obras e um dos mais extensos e famosos, John Gillies [1712-1796], Historical Collections Relating to Remarkable Periods of the Success of the Gospel [Coleção de Registros Históricos de Períodos Notáveis do Sucesso do Evangelho].


Mas, não foi por ai que eu comecei. O primeiro livro que li sobre avivamento foi Avivamento: a ciência de um milagre, da Editora Betânia. Eu era recém convertido e o livro me foi doado por um pastor que percebeu meu interesse pelo assunto. O livro tratava do ministério de Charles Finney, que ministrou nos Estados Unidos no século XIX, e registrava eventos extraordinários que acompanhavam as suas pregações, como conversões de cidades inteiras. Além das histórias, o livro trazia extratos de obras do próprio Finney onde ele falava sobre avivamento. Para Finney, um reavivamento espiritual era o resultado do emprego de leis espirituais, tanto quanto uma colheita é o resultado das leis naturais que regem o plantio. Não era, portanto, um milagre, algo sobrenatural. Se os crentes se arrependerem de seus pecados, orarem e jejuarem o suficiente, então Deus necessariamente derramará seu Espírito em poder, para converter os incrédulos e santificar os crentes. Para Finney, avivamento é resultado direto do esforço dos crentes em buscá-lo. Se não vem, é porque não estamos buscando o suficiente.


As idéias de Finney marcaram o início de minha vida cristã. Hoje, muitos anos e muitos outros livros depois, entendo o que não poderia ter entendido à época. Finney era semi-pelagiano e arminiano, e muito do que ele ensinou e praticou nas reuniões de avivamento que realizou era resultado direto da sua compreensão de que o homem não nascia pecador, que era perfeitamente capaz de aceitar por si mesmo a oferta do Evangelho, sem a ajuda do Espírito Santo. As idéias de Finney sobre avivamento, principalmente o conceito de que o homem é capaz de produzir avivamento espiritual, influenciaram tremendamente setores inteiros do evangelicalismo e do pentecostalismo. Hoje, tenho outra concepção acerca do assunto.


Eu uso o termo avivamento no sentido tradicional usado pelos puritanos. E portanto, creio que é seguro dizer que apesar de toda a agitação em torno do nome, o Brasil ainda não conheceu um verdadeiro avivamento espiritual. Depois de Finney, Billy Graham, do metodismo moderno e do pentecostalismo em geral, “avivamento” tem sido usado para designar cruzadas de evangelização, campanhas de santidade, reuniões onde se realizam curas e expulsões de demônios, ou pregações fervorosas. Mais recentemente, após o neopentecostalismo, avivamento é sinônimo de louvorzão, dançar no Espírito, ministração de louvor, show gospel, cair no Espírito, etc. etc. Nesse sentido, muitos acham que está havendo um grande avivamento no Brasil. Eu não consigo concordar. Continuo orando por um avivamento no Brasil. Acho que ainda precisamos de um, pelos seguintes motivos:


1. Apesar do crescimento numérico, os evangélicos não têm feito muita diferença na sociedade brasileira quanto à ética, usos e costumes, como uma força que influencia a cultura para o bem, para melhor. Historicamente, os avivamentos espirituais foram responsáveis diretos por transformações de cidades inteiras, mudanças de leis e transformação de culturas. Durante o grande avivamento em Northampton, dois séculos atrás, bares, prostíbulos e casernas foram fechados, por falta de clientes e pela conversão dos proprietários. A Inglaterra e a Escócia foram completamente transformadas por avivamentos há 400 anos.


2. Há muito show, muita música, muito louvor – mas pouco ensino bíblico. Nunca os evangélicos cantaram tanto e nunca foram tão analfabetos de Bíblia. Nunca houve tantos animadores de auditório e tão poucos pregadores da palavra de Deus. Quando o Espírito de Deus está agindo de fato, ele desperta o povo de Deus para a Palavra. Ele gera amor e interesse nos corações pela revelação inspirada e final de Deus. Durante os avivamentos históricos, as multidões se reuniam durante horas para ouvir a pregação da Palavra de Deus, para ler as Escrituras, à semelhança do avivamento acontecido na época de Esdras em Israel, quando o povo de Deus se quedou em pé por horas somente ouvindo a exposição da Palavra de Deus. Não vemos nada parecido hoje. A venda de CDs e DVDs com shows gospel cresce em proporção geométrica no Brasil e ultrapassa em muito a venda de Bíblias.


3. Há muitos suspiros, gemidos, sussurros, lágrimas, olhos fechados e mãos levantadas ao alto, mas pouco arrependimento, quebrantamento, convicção de pecado, mudança de vida e santidade. Faz alguns anos recebi um convite para pregar numa determinada comunidade sobre santidade. O convite dizia em linhas gerais que o povo de Deus no Brasil havia experimentado nas últimas décadas ondas sobre ondas de avivamento. “O vento do Senhor tem soprado renovação sobre nós”, dizia o convite, mencionando em seguida como uma das evidências o surgimento de uma nova onda de louvor e adoração, com bandas diferentes que “conseguem aquecer os nossos ambientes de culto”. O convite reconhecia, porém, que ainda havia muito que alcançar. Existia especialmente um assunto que não tinha recebido muita ênfase, dizia o convite, que era a santidade. E acrescentava: “Sentimos que precisamos batalhar por santidade. Por isto, estamos marcando uma conferência sobre Santidade...” Ou seja, pode haver avivamento sem santidade! Durante um verdadeiro avivamento, contudo, os corações são quebrantados, há profunda convicção de pecado da parte dos crentes, gemidos de angústia por haverem quebrado a lei de Deus, uma profunda consciência da corrupção interior do coração, que acaba por levar os crentes a reformar suas vidas, a se tornarem mais sérios em seus compromissos com Deus, a mudar realmente de vida.


4. Um avivamento promove a união dos verdadeiros crentes em torno dos pontos centrais do Evangelho. Historicamente, durante os avivamentos, diferenças foram esquecidas, brigas antigas foram postas de lado, mágoas passadas foram perdoadas. A consciência da presença de Deus era tão grande que os crentes se uniram para pregar a Palavra aos pecadores, distribuir Bíblias, socorrer os necessitados e enviar missionários. Em pleno apartheid na África do Sul, estive em Kwasizabantu, local onde irrompeu um grande avivamento espiritual em 1966, trazendo a conversão de milhares de zulus, tswanas e africaners. Foi ali que vi pela primeira vez na África do Sul as diferentes tribos negras de mãos dadas com os brancos, em culto e adoração ao Senhor que os havia resgatado.


5. Um avivamento dissipa o nevoeiro moral cinzento em que vivem os cristãos e que lhes impede de ver com clareza o certo e o errado, e a distinguir um do outro. Durante a operação intensa do Espírito de Deus, o pecado é visto em suas verdadeiras cores, suas conseqüências são seriamente avaliadas. A verdade também é reconhecida e abraçada. A diferença entre a Igreja e o mundo se torna visível. Fazem alguns anos experimentei um pouco disso, numa ocasião muito especial. Durante a pregação num domingo à noite de um sermão absolutamente comum em uma grande igreja em Recife fui surpreendido pelo súbito interesse intenso das pessoas presentes pelo assunto, que era a necessidade de colocarmos nossa vida em ordem diante de Deus. Ao final da mensagem, sem que houvesse apelo ou qualquer sugestão nesse sentido, dezenas de pessoas se levantaram e vieram à frente, confessando seus pecados, confissões tremendas entrecortadas por lágrimas e soluços. O culto prolongou-se por mais algumas horas. E era um culto numa igreja presbiteriana! O clima estava saturado pela consciência da presença de Deus e os crentes não podiam fazer outra coisa senão humilhar-se diante da santidade do Senhor.


6. Um avivamento espiritual traz coragem e ousadia para que os cristãos assumam sua postura de crentes e posição firme contra o erro, levantando-se contra a tibieza, frouxidão e covardia moral que marca a nossa época.


7. Um avivamento espiritual desperta os corações dos crentes e os enche de amor pelos perdidos. Muitos dos missionários que no século passado viajaram mundo afora pregando o Evangelho foram despertados em reuniões e pregações ocorridas em tempos de avivamento espiritual. Os avivamentos ocorridos nos Estados Unidos no século XIX produziram centenas e centenas de vocações missionárias e coincidem com o período das chamadas missões de fé. Em meados do século passado houve dezenas de avivamentos espirituais em colégios e universidades americanas. Faz alguns anos ouvi Dr. Russell Shedd dizer que foi chamado para ser missionário durante seu tempo de colégio, quando houve um reavivamento espiritual surpreendente entre os alunos, que durou alguns dias. Naquela época, uma centena de jovens dedicou a vida a Cristo, e entre eles o próprio Shedd.


Não ignoro o outro lado dos avivamentos. Quando Deus começa a agir, o diabo se alevanta com todas as suas forças. Avivamentos são sempre misturados. Há uma mescla de verdade e erro, de emoções genuínas e falsas, de conversões verdadeiras e de imitações, experiências reais com Deus e mero emocionalismo. Em alguns casos, houve rachas, divisões e brigas. Todavia, pesadas todas as coisas, creio que um avivamento ainda vale a pena.


Ao contrário de Finney, não creio que um avivamento possa ser produzido pelos crentes. Todavia, junto com Lloyd-Jones, Spurgeon, Nettleton, Whitefield e os puritanos, acredito que posso clamar a Deus por um, humilhar-me diante dele e pedir que ele comece em mim. Foi isso que fizeram os homens presbiterianos da Coréia em 1906, durante uma longa e grave crise espiritual na Igreja Coreana. Durante uma semana se reuniram para orar, confessar seus pecados, se reconciliarem uns com os outros e com Deus. Durante aquela semana Deus os atendeu e começou o grande avivamento coreano, provocando milhares e milhares de conversões genuínas meses a fio, e dando início ao crescimento espantoso dos evangélicos na Coréia.


Só lamento em tudo isso que os abusos para com o termo “avivamento” tem feito com que os reformados falem pouco desse tema. E pior, que orem pouco por ele.


Augustus Nicodemus Lopes



domingo, 26 de junho de 2011


Metodologia pode regenerar homens?

Cem por cento de conversões

Qual foi o missionário mais eficaz da história?Que métodos ele usou? Como ele obteve sucesso absoluto? Que abordagem o levou a esse sucesso?

Em que a história do missionário mais eficaz da história do povo de Deus pode nos ajudar hoje? Onde a história dele nos faz colocar nossa confiança na regeneração, na transformação de homens em novas criaturas?

Na verdade sua história proclama e ensina o poder do Chamado Eficaz ou um novo método desenvolvido por ele? Um método novo e eficaz?

Conseguir a taxa de cem por cento de conversão é algo único. Pregar e uma cidade inteira se converter, não só é algo único, mas também nos mostra onde está o poder que regenera os homens.

O sucesso dele está ligado a algum método? Está ligado a alguma abordagem perspicaz? Está, para usar a palavra da moda, na boa ‘contextualização’ que ele fez? Ele depois disso escreveu algum livro recomendando seu método, atribuindo assim ao método, o sucesso obtido? Como fazer uma cidade inteira se transformar na igreja – seria um bom título?

Não! Ele era um cara muito estranho. Não gostava do que fazia, não gostava das pessoas para quem pregava, torcia para que elas não se convertessem... A mensagem foi curta, não foi simpática, não foicontextualizada. Então você pergunta: “como ele pode ter sido o missionário mais eficaz?”

A mensagem dele era: “Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida” (Jonas 3.4). Pelo menos temos que admitir que foi bem objetiva e sucinta. Diga a verdade, você esperaria que uma mensagem assim poderia produzir algum efeito no coração de um povo que era de uma cultura completamente diferente da dele(Assíria)? Sem uma contextualizada pelo menos?

Os Assírios estavam nas trevas do paganismo. Eles eram uma potência militar que oprimia Israel (eis o motivo do ódio do missionário por eles) – como isso poderia dar certo? Que método de abordagem e contextualização (de algum escritor famoso) você usaria na cidade de Nínive e conseguira o sucesso completo que Jonas conseguiu? Se conhecer algum que ache que funcionaria, por favor mande para meu email (josemarbessa@gmail.com) - estou louco para conhecer.

O que pode ter feito a diferença de tal maneira que nunca mais ninguém conseguiu a taxa de sucesso de Jonas? Como eu disse, os Assírios eram pagãos, não tinham nenhum conhecimento de Deus e do ‘jargão’ judaico de culto. Nínive não ouviu um grupo de missionários durante muito tempo, mas apenas um missionário por um tempo curtíssimo, com uma mensagem curtíssima e extremamente dura. Não parece a receita para ninguém se arrepender verdadeiramente, pelo contrário, parece o passo a passo para o fracasso.

Nínive ouviu aquele profeta apenas uma vez, ao ar livre, e com um sermão monótono. Nínive não ouviu nenhuma palavra de boas-novas. Nínive ouviu apenas o trovão da Lei que os condenava e nada mais. O incrível é que a obediência (como nunca antes e nunca mais depois) foi imediata, universal, prática e aceitável ao coração de Deus de tal maneira que toda a cidade foi poupada.

Quanto mais você olha a mensagem mais você crê no Chamado Eficaz! – A mensagem do profeta não foi encorajadora.

1. A mensagem não proclamava nenhuma promessa de perdão.

2. A mensagem sequer mencionou o arrependimento – essa palavra não estava lá. Em conseqüência, não ofereceu esperança para ninguém, mesmo que por acaso estivessem com corações penitentes.

3. A mensagem predisse ruína esmagadora debaixo da ira de Deus ( Um Deus que não era conhecido pelos Assírios – e nem foi sua mensagem ‘contextualizada’ para eles) – É óbvio que Jonas falou com palavras que todos podiam entender “Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida” – mas quando se fala hoje emcontextualizar, não é falar numa linguagem clara que todos os homens racionais possam entender. É muito mais do que isso. E pior ainda - é utilizar paixões e preferências que os homens já tem para tentar ‘regenerá-los”. A mensagem foi esmagadora e final “Nínive será subvertida”. A mensagem começou e terminou ameaçando.
e
4. A mensagem mencionou uma data se que aproximava velozmente: “Ainda quarenta dias”.

O profeta não ajudou em nada na esperança daquelas pessoas. Jonas não foi um pastor amável, terno, ansioso por ver conversões, desejoso em resgatar ovelhas perdidas...

Jonas não gostava do ministério em que estava engajado. Ele havia fugido para não pregar aquele povo. Elenão queria que eles se salvassem. Ele desincumbiu a tarefa, sem dúvida, de forma áspera e dura.

Jonas não proferiu nenhuma palavra de amor simpático, pois ele não tinha nenhuma simpatia por eles. Ele desconhecia, naquele lugar, um coração amoroso que prega.

Jonas não fez nenhuma oração sincera, amorosa ou cheia de compaixão por aquela cidade. Pior do que não ter orado, ele ficou enfurecido quando o povo começou a se arrepender. Ele ficou irado com a idéia da cidade ser poupada por causa de um arrependimento sincero de todas as pessoas. No entanto toda a cidade se converteu. Se converteu de tal maneira que serviu de exemplo de arrependimento nos lábios de Jesus contra a própria nação de Israel. Toda a cidade de Nínive se arrependeu do maior ao menor. Do rei ao mais pobre súdito. Não é inacreditável? Nunca mais um missionário conseguiu tamanho sucesso –100%!!!! – Nós vibraríamos de alegria! – mas Jonas ficou tão triste que pediu a morte.

O que é isso? (Mesmo contra toda má vontade do profeta) Isso fala sobre o que é regeneração – uma operação miraculosa e soberana do Espírito Santo: “Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”. (Jo 1.13) – Isso é chamado Eficaz. Contra toda perspectiva, contra o desejo do próprio pregador – Porque “assim Deus quis”. Isso não traz nenhuma justificativa ao profeta imaturo que Jonas era – ele foi terrivelmente confrontado por Deus – Pois apesar de fazer o que Deus mandou – não fez como Deus mandou. Mas a regeneração foi e é uma obra de Deus. Não 95% de Deus e 5% creditada ao homem e suas estratégias. Estratégias humanas – como com Abraão – só podem gerar filhos da carne como Ismael e não filhos da Promessa como Isaque.


Olhe rapidamente um exemplo oposto – Jesus. Que coração terno, que coração interessado nos pecadores, que amor perfeito, que entrega total, que obediência ao Pai. O Pai o enviou – ele não fugiu como Jonas – o coração de Cristo é cheio de amor salvador. Ele não estava numa terra estrangeira. “Ele veio para o que era seu...”

Ele pregou cheio de amor como só o Salvador, o Cordeiro de Deus pode ter. Ele pregou em sua cidade, na sua cultura. Qual foi o resultado? O oposto ao de Jonas. Não cem por cento, mas ninguém. Jesus pregou da maneira mais perfeita que um homem pode pregar – quem poderia pregar melhor, mais perfeitamente, com um coração mais puro e íntegro que o próprio Filho e Cordeiro de Deus?

Será que Jesus errou em sua abordagem? Será que errou na ‘contextualização’? Será que Jesus falhou com sua cidade em pregar de uma maneira que eles entendessem? Será que ele devia sentar e pensar numa nova abordagem? Numa nova estratégia? Uma estratégia para os jovens da sua cidade – Ele mesmo era jovem! Quem sabe uma outra estratégia para os adultos mais velhos? Será que ler algum livro dos nossos dias sobre esses temas o teriam ajudado a ser um pregador mais relevante? Afinal, por que ninguém creu? Poderíamos fazer coro com o profeta: “Quem deu crédito a sua pregação?” – Jesus pregou e fez milagres inacreditáveis em Cafarnaum – Eles viram coisas e ouviram uma mensagem que nem de longe o povo de Nínive ouviu e viu – e o resultado foi o oposto.

Não precisamos quebrar a cabeça para saber o motivo. Não precisamos pensar que se Jesus lesse algum livro sobre contextualização Ele poderia ser mais eficiente em Cafarnaum. Qual é a resposta do próprio Jesus a essa cidade que não creu, agindo de maneira oposta a de Nínive com a dura e insensível mensagem de Jonas? Jesus orou. O que Ele diz em sua oração? Seria: “Ó Pai, me dê uma nova estratégia. Me capacite contextualizar a mensagem de tal forma que ela seja mais eficaz e relevante para Cafarnaum”? Não! Essa poderia ser a oração da nossa geração – que acredita na capacidade humana de ter estratégias que podem ressuscitar os que estão mortos espiritualmente.

Como Jesus orou? “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e asrevelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, pois assim foi do teu agrado” (Mt 11.25).

Ah!Ele pregou a Verdade e confiava na Soberania do Pai! Por que não fazemos o mesmo? – seremos mais eficazes colocando sobre nós uma atribuição – Ressuscitar mortos – que só pertence a Deus? Diz a verdade, você conhece métodos que poderiam ser empregados agora no cemitério mais perto da sua casa que ressuscitasse os cadáveres que lá estão? A morte espiritual amigo, é algo muito mais profundo que a física – como pode então métodos trazerem vida? Jesus quando andou aqui como um homem, pregou a verdade e deixou com a soberania do Pai ressuscitá-los ou não. Isto não é a única coisa sábia a ser feita? Não é arrogância ir além disso?

Por ‘acaso’ no livro de Jonas está um dos versos famosos na proclamação da Soberania de Deus nas doutrinas da Graça: “Do Senhor vem a Salvação!”.

Preguemos tão sabiamente como Jesus fez. Preguemos tão amorosamente como Jesus fez. Preguemos com toda fidelidade a Verdade de Deus mesmo quando ao homem natural ela não pareça ser o melhor método para ‘ganhar homens’ – e depois oremos como o Filho de Deus: “Graças te dou, ó Pai... Sim, ó Pai, pois assim foi do teu agrado” – E Cafarnaum não havia crido.

Obs: Métodos humanos podem conseguir adesão? Não há a menor dúvida, basta olharmos como todas as religiões estão cheias de homens contando alguma experiência. Mas a pergunta é: Pode regenerar homens? Pode produzir novo nascimento?

Soli Deo Gloria!!