sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Deus é Espírito


“Deus é Espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (João 4.24).






























 
Respondendo à mulher samaritana onde era o lugar correto da adoração, Jesus disse: “os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.” Jesus corrige aqui um grande problema que existia na mente daquela mulher e que ainda existe na mente de muitos nos dias de hoje.

Deus é o objeto da adoração - Veja que Jesus disse: “ adorarão o Pai ”. Deus é a razão do nosso louvor e da nossa adoração. Nós não louvamos “mais ou menos” a Deus. Assim, devemos refletir constantemente se Deus está sendo adorado em nosso viver diário e em nossas celebrações cúlticas.

A verdadeira adoração é em espírito - Em espírito, porque Deus é espírito. Isso significa que o culto é inspirado e dirigido pelo Espírito Santo. A adoração é conduzida de tal maneira que Deus se agrade dela, porque o Espírito Santo conhece a mente de Deus e sabe o que ele gosta na adoração.

A verdadeira adoração é em verdade - Também pela mesma razão acima, ou seja, porque Deus é verdade. Deus não quer que nenhuma pessoa se apresente a ele e o adore tendo mentiras em sua vida. É incoerente adorar o Deus da verdade, tendo a vida enlameada no pecado da mentira.

Deus está procurando verdadeiros adoradores. Veja, então, que Deus não está procurando uma grande banda evangélica, um grande compositor sacro, um bom baterista, uma grande organista... Deus não está procurando uma igreja que cante hinos ou uma igreja que cante músicas contemporâneas. Ele está procurando pessoas que O adorem em espírito e em verdade. 





Aprenda com Jesus como deve ser a verdadeira adoração e comece a praticar no seu dia a dia. Sua vida vai ser bem melhor!
“Pai querido, quero adorar-te não apenas com meus lábios, mas também com minhas atitudes”.

Crentes Periféricos


* Araripe Gurgel


Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir. (Martinho Lutero).


Inicio esta reflexão com uma pergunta: você saberia dizer quais os motivos que justificam o seu ingresso ou permanência em uma igreja "evangélica"?

A igreja deveria estar a serviço do Reino de Deus, mas hoje em dia, com raras exeções, tem servido a outros "senhores", a interesses completamente opostos ao Evangelho. A igreja deveria servir ao próximo, servir para promover vida, porém, é inegável que muitos têm feito da "casa de oração" um "covil de ladrões". Então, quais os motivos pelos quais você continua na igreja?
Em face desse estado de coisas, muitos acham que é possível ser crente em casa, no conforto do lar, sem envolvimento com o Corpo de Cristo. Afirmam que o importante é a sua relação com Deus e não com a igreja.

Dizem que a igreja é uma instituição falida, hipócrita e que preferem não ter compromisso com apenas uma denominação e todos os seus defeitos, mas freqüentar várias igrejas para tirar o que cada uma tem de melhor. Afirmam ainda que são “de Cristo” e isto basta.

Na década 90, houve uma proliferação de congressos e cruzeiros de "pregadores famosos". Cada entidade ou denominação realizava seu evento em hotéis de luxo, balneários e estâncias hidrominerais, fora as viagens em aviões fretados para Israel, batismo no rio Jordão e outras coisas mais. Pouco a pouco, os congressos acabaram ou perderam impacto. Quando passou essa febre, sobrou pouca gente. Eram os "crentes de congresso".

Somos uma geração que detesta compromisso. É muito mais fácil entrar no estádio, ficar na arquibancada falando mal do técnico e depois ir embora para casa, do que estar efetivamente envolvido no processo. É mais fácil falar mal da igreja, apontar erros, mesmo que existentes, e praticar o denuncismo vazio, do que se envolver na obra.                  

A igreja é uma instituição divina e como tal, não pode estar falida. É como o casamento: embora a sociedade o ridicularize e diga que é uma instituição falida, somos obrigados, como pessoas de fé, a nos levantar e bradar que falidos estamos nós, por causa do nosso orgulho, egoísmo e hedonismo. O problema não é com o casamento, é com os casados.

A igreja não é uma mera instituição religiosa. Não é composta de convenções, sedes, organizações jurídicas ou redes de franquias. A igreja somos nós. Por isso, não adianta falar da igreja como se fosse uma entidade, uma terceira pessoa.

Esse conceito de que posso ser cristão à margem deste processo é falsa. Se sou realmente cristão, estou envolvido diretamente com a coisa toda. Jesus ensinou que quem não quer compromisso na terra, não pode ter compromisso no céu.

Você não precisa ser membro de uma igreja para ser salvo: para isto basta crer no Senhor Jesus. Porém, a regra é clara: se você já é salvo pelo sangue do Cordeiro, precisa estar em comunhão com uma igreja local. 
Caso contrário, sua comunhão com Deus estará interrompida. Ser ligado na terra é estar em comunhão com o corpo de Cristo. Foi o que ele disse quando afirmou “o que ligardes na terra será ligado no céu e o que desligardes na terra será desligado no céu”. (Mateus 18.18).                     

Muita gente diz que para se relacionar bem com Deus não é preciso fazer parte de uma igreja, que isso é secundário, que o que importa é a sua devoção pessoal. Não! Segundo este versículo, esta é uma situação impossível.

Quem está em comunhão com Deus necessariamente precisa estar em comunhão com seus irmãos. E a prática comprova a teoria. Quem diz esse tipo de coisa, invariavelmente não está nada bem com Deus. Usa isso como desculpa para justificar sua falta de compromisso.

O que o apóstolo João disse sobre o amor é válido também para a comunhão:se você não ama a seu irmão a quem você vê, como pode amar a Deus a quem você não vê? (I João 4:20).

Apesar da integridade e moral duvidosa de muitas "lideranças", a despeito da zombaria e escárnio que se tem  feito usando o nome de Deus, mesmo com todos os erros, mesmo com a perda da identidade de muitas igrejas, Jesus não desistiu delas!

É só prestar atenção ao seu redor. Ainda há conversões genuínas, ainda existe cura para o doente, ainda existe um povo que não retrocede na sua esperança, que sabe que é de Deus, e por ser de Deus não desiste nunca. Aliás, nós não desistimos, porque Ele não desistiu, e prometeu que onde estiverem dois ou três reunidos em Seu Nome, Ele ali estará.                       

É muito cômoda a posição de “usuário”. Você vai à igreja “a” por causa do louvor, à igreja “b” por causa dos estudos bíblicos, à igreja “c” porque a reunião de oração é muito boa. Só que você se esquece de que a igreja “a” só tem um louvor bom e inspirador porque um grupo de irmãos comprometidos está ensaiando o domingo inteiro enquanto você assiste TV ou está em alguma atividade de lazer.

A igreja “b” tem bons estudos bíblicos porque pastores e mestres gastam horas em cima de um texto, pesquisando ou lendo comentários enquanto você se esparrama no sofá para assistir o seu programa favorito.        

Se todo mundo pensar que pode viver uma vida espiritual pulando de galho em galho, ao bel prazer de suas preferências pessoais, não sobrará ninguém para realizar a obra.

Esses são os parasitas que vivem na periferia da fé: são como ciganos ou hippies, que criticam o sistema para não assumir responsabilidades, mas usufruem de todos os benefícios que esse mesmo sistema lhes oferece. Não que o sistema seja perfeito e não tenha suas injustiças. É que eles mesmos não estão dispostos a mover uma palha para ajudar a melhorar as coisas. 

Virou moda, agora, criticar a igreja e depois sair para comunidades liberais, descomprometidas com uma caminhada de responsabilidades  recíprocas. Em geral, essa atitude é gerada por pessoas que cometem seus deslizes e depois recusam a submeter-se ao devido tratamento.

Assumem a postura hipócrita de “se alguém nunca errou que atire a primeira pedra”, como se isso justificasse seus próprios erros. Erram quando tentam defender uma graça que aceita tudo, perdoa tudo, restaura tudo. Esta não é a graça da Bíblia.

O amor de Deus é incondicional, mas o seu perdão não. Para ser perdoado, o pecador precisa aceitar os termos que Deus estabelece. Não há perdão de pecado sem confissão e arrependimento.

E o que é mais grave: tem muita gente querendo que a igreja alise seus pecados, engula seus podres e passe por cima deles, sem passar  pelo processo necessário para sua restauração.

É hora de rever em que tipo de Evangelho cremos e se estamos nele vivendo, já que disso depende a mensagem que pregamos, o que, por sua vez, vai determinar o tipo de “crentes” que vamos ter em nossas igrejas.
                       
Saia da letargia espiritual, da periferia da fé, do comodismo fútil e da  religiosidade vazia. Deixe de ser morno em relação às coisas espirituais! Mergulhe no oceano do Espírito, permitindo que o poder de Deus flua através de todo o seu ser, produzindo frutos que saltem para a vida eterna! 

A IGREJA HOJE

*Dr. Russel P. Shedd


É maravilhoso ser membro da Igreja de Jesus Cristo! Ele prometeu, durante seu ministério na terra, que edificaria sua Igreja. A Igreja teve seu início miraculoso com a descida poderosa do Espírito Santo e continua crescendo com sua atuação regeneradora.

Ninguém faz parte da Igreja de Jesus Cristo sem nascer do Espírito. Ela é um povo exclusivo de Deus, foi escolhida livremente pela sua graça antes da fundação do mundo e existe inteiramente para sua glória e prazer.
A palavra “invisível” descreve a Igreja universal. Parece infeliz porque sugere uma idéia platônica, isto é, que a Igreja pode existir sem uma expressão visível. Os Reformadores desenvolveram esta descrição para manter o princípio, contra Roma, de que a Igreja está fundamentada na graça livre de Deus.

Foi assim que os apóstolos enxergaram o povo redimido – do império das trevas – e transportado para o Reino do seu Filho amado. Somente Deus sabe quem realmente lhe pertence; portanto, invisível para nós.
Para se tornar parte da Igreja, a Bíblia exige confissão pública, normalmente no batismo, e uma fé genuína na ressurreição histórica de Jesus dentre os mortos. Não há garantia de que os que confessaram o nome do Senhor e “creram nEle” foram realmente regenerados.

A confirmação da fé salvadora de um membro da Igreja de Jesus Cristo vem através do amor de Deus derramado nos corações dos salvos e a perseverança no caminho. Declara o autor de Hebreus: “Pois passamos a ser participantes de Cristo, desde que, de fato, nos apeguemos até o fim à confiança que tivemos no princípio” (3.14 – NVI).

A Igreja é um templo, disse Paulo, querendo dizer com isso que Deus habita no meio de sua família na terra, tal como habitava no Santo dos Santos no templo de Salomão. Para Pedro, a Igreja é representada por uma casa espiritual edificada com pedras vivas porque chegaram à Pedra Viva (Jesus).

A Igreja é um campo com plantas (pessoas) que têm qualidades que o Espírito desenvolve para demonstrar seu amor: “alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gl 5.22,23).
A Igreja ganhou o título de família de Deus pelo fato de que Ele adotou os membros como filhos. A fraternidade dos “irmãos” da Igreja deve ser uma expressão do relacionamento familiar que une os que gozam do direito de fazer parte dessa nova “raça eleita”. Ela também é um “novo homem” com ambições distintas dos homens da raça de Adão e Eva.
Tristemente, não podemos concordar com todas as posturas de todos os líderes humanos que pastoreiam mais de um milhão e meio de igrejas locais no mundo inteiro. Alguns deles ensinam doutrinas antibíblicas e promovem práticas opostas às que Deus propõe para sua Igreja.

A infidelidade dos membros não nega a finalidade de Deus em resgatar pecadores das garras satânicas, dando-lhes vida pela graça recebida por fé. Deus “nos escolheu nele antes da fundação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença” (Ef 1.4).
Ortodoxia doutrinária que produz igrejas que apresentam a imagem de Cristo não pode ser definida com absoluta precisão. No entanto, o alvo que Paulo declarou para os colossenses deve ser a ambição principal de todos os que amam ao Senhor Jesus de verdade. “Nós o proclamamos, advertindo e ensinando a cada um com toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo” (1.28).

Foi o mesmo interesse que Jesus teve logo antes de sua ascensão: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo que eu lhes ordenei” (Mt 28.19,20).

CONCLUSÃO

As aberrações doutrinárias e desvios nas práticas comprovam a vulnerabilidade da igreja no mundo pós-moderno. Jesus estava consciente do perigo que a igreja correria quando levantou a questão da fé existir ou não na terra quando Ele voltar.

Como a igreja de Laodicéia, que não reconhecia sua condição miserável, digna de compaixão, pobre, cega e nua, as igrejas contemporâneas são suscetíveis às tentações mundanas e a viverem longe dos alvos do seu Senhor.

Que Deus graciosamente mostre misericórdia para com sua Igreja, enviando líderes e membros comprometidos com as ordens que Ele passou para ela através de seus apóstolos e profetas há dois mil anos.

*Russell P. Shedd -  É PhD em Novo Testamento pela Universidade de Edimburgo. Fundou a Edições Vida Nova. É autor de vários livros publicados pela Edições Vida Nova e pela Shedd Publicações.

Fonte:  Revista Enfoque
 

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Viva e eficaz

 


Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.    -- Hebreus 4:12




 Com que freqüência você deixa Deus fazer cirurgia no seu espírito enquanto o Espírito de Deus usa a palavra para encorajar, julgar, motivar, convencer, instruir e inspirar?  Com tal ferramenta à mão para a maioria de nós, não vamos deixar nenhum dia passar sem deixar que Deus use a sua Palavra para tocar nos nossos
corações. 
Todo Poderoso Deus, a sua vontade é o desejo do meu coração. Mas eu sei que preciso ser alimentado constantemente pela Sua Palavra revelada nas Escrituras. Dê-me força e constância na minha caminhada com o Senhor através da Sua Palavra. Através do Seu Espírito, inspire-me a mudar o que precisa ser mudado e ser abençoado e encorajado nas áreas que mais preciso. Volto ao Senhor e confio na Sua Palavra para me mostrar o caminho da minha vida. Eu
oro no nome da sua Palavra final, Jesus de Nazaré. Amém.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Grande rede lançada ao mar



O Reino dos céus é ainda como uma rede que é lançada ao mar e apanha toda sorte de peixes. Quando está cheia, os pescadores a puxam para a praia. Então se assentam e juntam os peixes bons em cestos, mas jogam fora os ruins. Assim acontecerá no fim desta era.
Os anjos virão, separarão os perversos dos justos e lançarão aqueles na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes”.    -- Mateus 13:47-50







Jesus comeu e conviveu com publicanos e pecadores. Alguns se converteram e outros não. Ele comeu e conviveu com fariseus, muitos dos quais em seus corações o odiaram. Alguns se converteram e outros não. Até entre os apóstolos, pelo menos um parecia um
verdadeiro discípulo, mas não se converteu. No mundo e na igreja veremos coisas chocantes. Alguns que pensávamos serem Cristãos maduros farão coisas terríveis. No início da igreja, havia quem parecia grande servo do Senhor, mas, deixava Satanás tomar conta do
seu coração, como Ananias e Safira. Nada disso é surpresa para Deus, nem significa que sua Igreja é falsa ou falha. O Senhor lança uma grande rede ao mar da vida. Dentro dela cairão muitos. Mas, nem todos são realmente bons. Só no fim da vida é que veremos a
separação definitiva. E certamente haverão muitas surpresas.


Naquele dia veremos quem estava na rede, mas com seu coração ainda no mundo. Para quem realmente entende a parábola, fica uma pergunta no ar - que tipo de peixe sou eu? Isso nada tem a ver com ministérios ou títulos, com obras ou dons. É a maior pergunta para o maior de todos os dias. Se houver dúvidas em seu coração, fale
com Jesus. Peça ajuda a ele para alcançar o arrependimento ou concluir as mudanças que precisam acontecer dentro de você. Aquele dia está chegando e Deus lhe deu plena liberdade de escolher para onde você seguirá daquele momento em diante. Aproveite. Você ainda pode decidir se estará dentro ou fora para sempre.