quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ninguém conhece o Pai a não ser pelo Filho


 "Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém conhece
o Filho a não ser o Pai, e ninguém conhece o Pai a não ser o Filho
e aqueles a quem o Filho o quiser revelar”.
   -- Mateus 11:27



Deus tem se revelado aos humildes, aos que buscam e querem saber
dele (v. 25). O único agente pelo qual ele tem se revelado é a
pessoa de Jesus. Nós conhecemos a Deus através de Jesus e não há
outro meio. A Bíblia ajuda e a igreja é uma ferramenta importante.
O amor de Cristãos revela muito do amor de Deus.

 Mas, o meio supremo e exclusivo pelo qual Deus se revela é a pessoa de Jesus. 


É imprescindível compreender que Jesus revela não só "todas as
coisas" sobre Deus, mas a própria intimidade com Deus. Em Jesus nós
conhecemos a Deus não só pelo intelecto, mas, pela experiência. Não
só pela mente, mas, pelo coração. Talvez temos esquecido quão
incrível isso é. Deus pode medir o universo com a palma da mão (Isa
40:12). Nenhum homem conhece seus caminhos nem pode compreender seu
poder. No entanto, por meio de uma só pessoa, Deus nos revelou tudo
que precisamos saber sobre ele. Esta pessoa é Jesus. Não há outro
meio e não há outra pessoa. Portanto, vale todo esforço conhecer
Jesus, pois, conhecendo ele, você conhece o próprio Deus. Foi por
isso que Paulo declarou que o pleno conhecimento do mistério de
Deus se revela numa pessoa só - Cristo (Col 2:2). Use sua Bíblia,
aproveite o auxílio do Espírito, mas, peça a Deus que, acima de tudo, ele lhe ajude a conhecer Jesus.

PAI NOSSO



Orar é se reconhecer fraco, incapaz e dependente de Deus. Nada disso agrada o ser humano que desde criança é ensinado a ser independente e, quando cresce, consome livros de auto-ajuda. Portanto, a oração é a negação da auto-suficiência.


Jesus ensina que orar não é ficar repetindo palavras como fazem os pagãos. Não é entoar sons hipnóticos como os mantras tibetanos ou usar de palavras mágicas ou fórmulas secretas para liberar algum tipo de energia cósmica. A oração não é Shazam ou o Abracadabra do cristão. Orar é comungar com Deus nossas necessidades, sentar-se ao lado dele e conversar sobre elas.


Mas por que orar se Deus sabe de antemão o que precisamos ou vamos pedir? Porque Ele quer enxergar dependência em nós e porque gosta quando conversamos com Ele. Orar é fazer o caminho inverso do homem no Éden, que quis ser independente de Deus, auto-suficiente e dono de seu próprio nariz. A oração nos põe de volta em nosso devido lugar.


Antes de ensinar a oração conhecida como "Pai Nosso" Jesus condenou a mera repetição de palavras, portanto o "Pai Nosso" não é uma oração para ser repetida. Trata-se de um modelo de como devemos orar. Não é "o que", mas "o como".


Primeiro vem o reconhecimento da posição que Deus ocupa, no céu, acima de nós, e de sua santidade, que significa separação do mal. Equivale reconhecer que os nossos interesses particulares podem não ser os interesses de Deus, que vê o cenário todo de cima e sabe o que é melhor para nós.


Daí o "venha a nós o teu reino" e não o contrário. Os interesses do céu devem prevalecer sobre os da terra. É só após reconhecermos o que Deus é, e que ele tem a primazia, que vêm os pedidos, que são basicamente para o suprimento das necessidades físicas e de proteção, intercalados com um pedido de perdão.


Esse perdão não é o perdão judicial de nossos pecados, que recebemos por graça e pela fé em Jesus. Aqui é um perdão parental, relativo. É a condição momentânea para recebermos o que pedimos. É como se meu pai dissesse: "Arnaldo, você não vai ganhar a bicicleta enquanto não fizer as pazes com sua irmãzinha".


Mas como perdoar? Com o perdão de quem já foi perdoado. Aí sim, o perdão judicial, absoluto. Para entender melhor isso, veja como o apóstolo Paulo coloca o perdão em sua carta aos colossenses: "Assim como Cristo perdoou vocês, perdoem também os outros". Do ponto de vista judicial, só consigo perdoar porque fui perdoado.


Você já foi perdoado de todos os seus pecados? Esse perdão pleno e absoluto você só obtém porque Jesus pagou o preço em seu lugar morrendo na cruz e ressuscitando. Deus quer perdoar. Esta é a primeira oração que você deve fazer.

Aba Pai




Mateus começa falando de duas coisas: da sublime relação que Deus deseja ter com suas criaturas e da vergonhosa hipocrisia religiosa.

A primeira coisa que chama a atenção é a palavra "Pai". Ela aparece 10 vezes nos 18 primeiros versículos do capítulo. Nunca antes um judeu tinha chamado a Deus de Pai. Pode conferir, em todo o Antigo Testamento ninguém ousaria ter tamanha intimidade e familiaridade com Deus.

Essa relação de intimidade foi inaugurada por Jesus, que em sua condição humana era o unigênito, ou o único filho gerado por Deus. Ele foi gerado pelo Espírito Santo, nasceu de uma virgem, e teve em José apenas seu pai legal, não biológico.

No Novo Testamento Deus não é chamado apenas de Pai. Pouco antes de morrer, quando Jesus orava em agonia, o evangelho de Marcos diz que ele se dirigiu a Deus com a palavra "Aba" que, em aramaico, quer dizer "Papai". E nas cartas dos apóstolos você aprende que todo aquele que crê em Jesus pode agora chamar a Deus de "Papai".

Deus estende essa relação de intimidade e parentesco a todo aquele que recebe a Jesus, e apenas a esses. Preste atenção o que diz o primeiro capítulo do evangelho de João:

Jesus "veio para o seu próprio povo, e não o receberam. Mas, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus".
Você é filho de Deus? Já nasceu de novo? Já creu em Jesus?

Agora vem o contraste: Jesus expõe a hipocrisia do homem religioso, que dá esmolas e faz orações para ser visto e elogiado pelos homens. Segundo Jesus, esse já recebeu sua recompensa. Qual? Oras, ser visto e louvado pelos homens. O que ele está dizendo é que um cara assim deve se dar por satisfeito por receber o que procurava. Nada mais.

Esmolas e orações são coisas tão boas quanto as muitas árvores frutíferas que Deus plantou no Jardim do Éden para Adão e Eva se alimentarem. O que aconteceu? Eles comeram da única árvore que Deus ordenou que não comessem. Foi a origem do pecado, da rebelião do ser humano contra o Criador.

Quando Adão e Eva viram a besteira que tinham feito, tentaram se esconder de Deus entre as árvores do pomar. O homem religioso é assim: tenta se esconder de Deus entre as próprias coisas que Deus aprova, como esmolas e orações. Tenta disfarçar, fingir, encobrir seu pecado. O nome disso? 
Hipocrisia.

Cristo Jesus veio ao mundo salvar pecadores, e são estes que Deus procura. Se você continuar se escondendo atrás de sua religião, de suas boas obras e orações para parecer que não é um pecador, como espera ser encontrado e salvo?
Vamos lá, se exponha, se abra, se escancare para Deus, confesse a Ele quem você realmente é e creia em Jesus como seu Senhor e Salvador.



Só falta isso para você ser chamado de filho de Deus e poder olhar para Deus e dizer: Papai.

Aprendam de mim,


“Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso
e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas
almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.
   -- Mateus 11:29-30



 
Jesus chama os "cansados e sobrecarregados" (v. 28). Mas, não é para tirar férias ou se aposentar. é para tomar sobre si um jugo, uma peça de madeira que fixava um boi a uma carroça ou arado.
 Não é um retrato de descanso. Jesus, no entanto, não chama seus discípulos a saírem desta vida, e sim a perseverarem nela pelo seu poder. Se Jesus é o grande servo e seus discípulos também serão, e tem trabalho a fazer. Tem serviço, mas o serviço de Jesus é diferente. E feito com uma motivação e um prazer que revelam que seus seguidores realmente são movidos por uma força que não é deste mundo! Note como um grupo de Cristãos, pintando paredes, visitando irmãos enfermos ou trabalhando numa campanha evangelística estão quase sempre felizes da vida? Há um ânimo e uma satisfação em fazer coisas de forma voluntária, sem recompensa ou reconhecimento, que antes jamais iríamos considerar. Por quê? Porque é pela força de Jesus. É por isso que o jugo tem que ser dele. É por isso que temos que aprender dele. As regras, mandamentos e proibições humanas só cansam e desgastam. Mas o serviço com Jesus, ligados a ele,caminhando com ele, servindo com ele, não cansa. Pelo contrário,ficamos cada vez mais animados em servir, porque estamos servindo cada vez mais pelo poder de Jesus. Aceite o jugo que Jesus lhe oferece. Aprenda dele. Ande com ele e você verá um novo Caminho abrindo pela frente.


Pai amado, eu sei que muitos dos seus servos carregam cruzes pesadas, enquanto outros de nós temos uma vida tão fácil. Peço, Pai, alivie seus servos que sofrem tentações e perseguições. Ajude-os a verem nas suas próprias vidas o cumprimento desta promessa de Jesus. Ajude-os a encontrarem descanso e alívio nos braços do Bom Pastor. Que todos nós que esperamos nele possamos vislumbrar o descanso eterno que nos espera um dia. Em nome de Jesus oramos e agradecemos. Amém.

Projeto Evangelização

Mateus 4 :18-19  - E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores;
E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.


Na Galiléia Jesus reencontra os irmãos Simão e André. Da primeira vez que se encontraram na Judéia os dois eram discípulos de João Batista e ouviram João dizer que Jesus era o Cordeiro de Deus. Naquela ocasião os dois seguiram a Jesus e Simão ganhou um novo nome, Pedro. Isso está no primeiro capítulo do evangelho de João.

Daquela vez eles foram convidados para conhecer onde Jesus morava. Era um chamado para a salvação, o mesmo que Jesus faz a cada pessoa que tem o primeiro contato com ele. "Você quer saber onde eu moro? Então venha comigo" é mais ou menos o que ele diz a cada coração. É um convite para o céu.

No reencontro na Galiléia, que é descrito por Mateus, os dois são chamados para o serviço. A ordem é sempre esta: primeiro você recebe o convite para ser salvo, depois para servir. Primeiro a fé, depois as obras; primeiro o perdão dos pecados, depois o fruto da fé; primeiro o céu, depois a terra.

Simão e André eram pescadores e Jesus os chamou para serem pescadores de homens. Tudo o que eles precisavam fazer era seguir a Jesus.

A capacitação e o poder para transformá-los em pescadores de homens viria de Deus, não de uma faculdade de teologia ou algo assim. Não seria uma pesca com redes. As redes eles deixaram para trás. Não era para saírem por aí aprisionando pessoas, mas libertando. Andar com Jesus faria deles iscas vivas. Eles deviam levar o sabor e a fragrância de Jesus por onde quer que fossem.

O pescador vai onde o peixe está, corre riscos e não faz barulho para não chamar a atenção para si. É de Jesus, perdão e salvação que o pescador de homens fala, não de religião, costumes ou prosperidade. O tema do pescador de homens é Jesus, o mais próximo que Deus chegou do ser humano. E as boas novas não são uma lista de tarefas, mas a notícia de que Jesus morreu e ressuscitou para salvar e justificar o pecador.

Neste capítulo 4 do evangelho de Mateus mais dois pescadores são chamados para se tornarem pescadores de homens: Tiago e João. Eles imediatamente deixam o barco e seu pai, Zebedeu, e seguem a Jesus. Imediatamente! Jesus tem prioridade.

Muitos empreendedores, políticos e artistas daquela época tiveram seus nomes apagados pela poeira dos séculos. Os nomes dos pescadores Pedro, André, João e Tiago só permanecem porque tiveram um encontro com Jesus e foram chamados a anunciar as boas novas da salvação, que é o que significa a palavra "evangelho". Esse encontro tem conseqüências eternas.

Você já foi pescado? Você já foi chamado?

Participe deste projeto , informe-se na Adnipo Santana com Diacono Marcelo e Diaconisa Claúdia sobre os grupos que se formaram ,  locais , dias e horários  deste trabalho.
Fiquem com Deus.